Chega! Eu já disse, não dá mais. Porque cansei desse deserto que você insiste em me impor.
Porque não gosto de economizar palavras (ditas ou escritas), nem abraços e muito menos sorrisos. Sorrisos não. Então não me vem com essa tua pequenez de querer viver raso, de achar que isso é o mais sensato a se fazer. Se você gosta de economizar as batidas do teu coração, ok, mas não tenta me impor os teus gostos – ou a completa falta deles.
Me deixa cantar – ainda que fora do tom - e viver, e sorrir até meu rosto inteiro doer.
Eu não tô pedindo para você me acompanhar, só quero que me deixe em paz e pare de apontar esse dedo ridículo pra mim porque você não é superior em absolutamente nada.
Não sou eu quem vai tentar – de novo – te convencer a ousar a felicidade. De você eu já desisti faz tempo. Eu cansei. Cansei dessa tua pequenez de não querer viver por si. De só fazer o mínimo que esperam de você. De não saber lidar com certos depois. Isso você aprende quando chegar a hora. E se não aprender, ainda assim, talvez seja melhor experimentar dessa felicidade mesmo que depois se quebre a cara e chore até secar todas as tuas lágrimas do que viver neste deserto emocional. Preferir viver sempre sentindo nada por medo da dor - que você nem sabe se vem mesmo – é, sem sombra de dúvidas, a pior das opções. Sim!, opção, porque é você que escolhe estas coisas. Você e mais ninguém.
Cansei de você e de tudo isso, eu fiz o que pude. Antes que você termine de sugar a vida que ainda me resta com esses teus pensamentos tão pequenos e mesquinhos que tanto me cansam, eu venho aqui pra te dizer adeus.
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O doentio.
Postado por Odacy às 10:58 3 comentários
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
Estória n° 2
Ai garoto, não faz assim. Não me olha desse jeito se você não tem certeza. Você sabe o quanto esses teus olhinhos mexem comigo, e olhar assim é covardia.
Não me abraça desse jeito que você sabe que eu adoro, e para de fazer carinho na minha nuca, agora! Já.
Para de falar dos discos iguais que a gente tem – que pouca gente sequer ouviu falar e a gente conhece tão bem.
Falar dos filmes agora vai ser golpe baixo.
Eu não quero saber das coincidências ou o quanto a gente tem em comum, isso só vai piorar as coisas agora.
E para de me chamar de Bia! Meu nome é Beatriz. Bia é só para os íntimos e eu não quero ser íntima de uma pessoa tão indecisa assim.
Então deixa disso e diz de uma vez do que é que você tem medo.
Não enrola. E eu já disse pra parar de me olhar assim. Não me diz o quanto você me acha bonita porque isso não vai adiantar de nada agora.
Não elogia meu nariz, nem meus pés. E não me fala o quanto me achou inteligente. Se não for pra responder o que eu te perguntei então não precisa dizer mais nada. Fica aí caladinho e continua sendo lindo. Aliás, fica aí na sua sim, mas para de ser bonito assim que esse teu charme já está me tirando de sério. E pelo visto não é isso que você quer.
Para de me abraçar desse jeito que eu não gosto. Eu não quero esse abraço agora. Eu só fiz uma perguntinha simples, não foi nada que faria sua vida mudar pra sempre.
E pára de perguntar se eu vou ficar bem. É claro que eu vou. Sempre fico. Sempre. A menos que chegue alguém que decida agir de uma forma e falar de outra só pra ferrar com a minha cabeçinha.
Mas não é o tipo de coisa que vai acabar comigo. Não precisa nem se preocupar. Eu não preciso que se preocupe.
Postado por Odacy às 14:35 2 comentários
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