Adoro pele à mostra.
Adoro a tua pele à mostra.
Esses braços daquele branco e maciez que fazem a gente querer se perder neles pra sempre e ser levada pra bem longe, pro mundo que a gente inventa nos fins de tarde que deveriam durar pra sempre.
Adoro esses teus olhos onde a gente se perde, e te tocando ou não, te tendo assim perto ou não, é bom também se perder neles que são tão profundos, tão intensos sem deixar de ter a tua douçura.
E não quero nunca deixar de sentir esse teu cheiro que desperta todos os sentidos e aumenta a sede de você. E também não quero nunca que você perca a vontade de matar a minha sede.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Constatação n° 11
Postado por Odacy às 11:40 6 comentários
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terça-feira, 14 de julho de 2009
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Eu quero tudo nessa vida:
Quero ser uma professora fofa e doce de literatura, uma jornalista afiada e por dentro de tudo - de política às novidades de culinária -, uma tradutora que trabalha escondidinha do mundo e fica sempre meio por fora do que anda acontecendo, uma cineasta que faz filmes fantásticos de dia-a-dia e que já teria terminado de uma vez por todas de escrever o que começou ano passado.
Quero voltar a fotografar. E quero fazer fotos meigas, que mexam com sentidos e que deixem a gente até estarrecidos ( e que me façam ouvir mais o "essa(..)é a minha preferida, mas o que é que você fez nesse barquinho velho? e porque essas folhas estão parecendo, assim.. meio espelhadas?" de ontem ).
Queria escrever mais, e escrever bem; assim mesmo como quem conversa. Escrever como gosto de ler. Coisas que a gente vive, ou gostaria de viver, e com o mesmo clima intimista dos filmes que quero fazer. Sobre pessoas de verdade e dias comuns. E os que podem ser comumente fatásticos; não dramas ou os grandes problemas da humanidade.
Não. Sobre mim, sobre você e porque não sobre a gente também.
Queria também ser uma pessoa escantadora, (e) encantar à mim mesma.
É tudo o que eu queria.
(volta pro começo)
Postado por Odacy às 14:12 8 comentários
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quinta-feira, 28 de agosto de 2008
O doentio.
Chega! Eu já disse, não dá mais. Porque cansei desse deserto que você insiste em me impor.
Porque não gosto de economizar palavras (ditas ou escritas), nem abraços e muito menos sorrisos. Sorrisos não. Então não me vem com essa tua pequenez de querer viver raso, de achar que isso é o mais sensato a se fazer. Se você gosta de economizar as batidas do teu coração, ok, mas não tenta me impor os teus gostos – ou a completa falta deles.
Me deixa cantar – ainda que fora do tom - e viver, e sorrir até meu rosto inteiro doer.
Eu não tô pedindo para você me acompanhar, só quero que me deixe em paz e pare de apontar esse dedo ridículo pra mim porque você não é superior em absolutamente nada.
Não sou eu quem vai tentar – de novo – te convencer a ousar a felicidade. De você eu já desisti faz tempo. Eu cansei. Cansei dessa tua pequenez de não querer viver por si. De só fazer o mínimo que esperam de você. De não saber lidar com certos depois. Isso você aprende quando chegar a hora. E se não aprender, ainda assim, talvez seja melhor experimentar dessa felicidade mesmo que depois se quebre a cara e chore até secar todas as tuas lágrimas do que viver neste deserto emocional. Preferir viver sempre sentindo nada por medo da dor - que você nem sabe se vem mesmo – é, sem sombra de dúvidas, a pior das opções. Sim!, opção, porque é você que escolhe estas coisas. Você e mais ninguém.
Cansei de você e de tudo isso, eu fiz o que pude. Antes que você termine de sugar a vida que ainda me resta com esses teus pensamentos tão pequenos e mesquinhos que tanto me cansam, eu venho aqui pra te dizer adeus.
Postado por Odacy às 10:58 3 comentários
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sábado, 23 de agosto de 2008
Nova de novo (!)
Engraçado isso, ás vezes parece que as coisas só começam a funcionar direitinho quando a gente entrega os pontos e não se meche mais...
As vezes a gente está mal (muito mal mesmo!) e a única coisa que conforta a gente são as palavras "Pelo menos pior que isso não pode ficar." Pura ilusão, as coisas sempre podem ficar piores. Sempre! Mas as vezes as coisas se consertam por um caminho que a gente acha que só pioraria as coisas.
Sabe o que eu falei no post passado? Aquela coisa toda de querer sumir, de estar cansada deste lugar, das pessoas aqui, dos "amigos" com as mesmas pisadas de bola, as mesmas desculpas que já pararam de funcionar a muito tempo e só ele(a) insiste em não ver. Cansada desses que insistem em aparentar ser um superhumano e exigir o mesmo de você.
Não dá. Pra mim não dá. Prefiro assumir essa humanidade cheia de virtudes e muitíssimos defeitos. Preciso deles e da vontade de querer mudar todos.
A viagem do post até que aconteceu, mas foi exatamente o oposto do que eu (achava que) precisava. Decidi meio em cima da hora e só no caminho é que eu comecei a pensar que talvez tivesse feito uma péssima escolha. Fui com um monte de gente conhecida p/ encontrar mais gente conhecida ainda, ou seja, lá se vai minha chance de ficar parada, calada e na minha, talvez até vegetendo. Até festa o pessoal tinha planejado pra nós. Até passeio de barco.
-É, nada de organizar pensamentos por enquanto.
No começo até achei que não ia dar certo. Poxa cara... barco, praia, sol, rio, conhecer mais coisas dessa cidade, festinhas... 'O que é que eu estou fazendo aqui??'
[Eu sei, eu sei! Tudo isso é muitíssimo atrativo, mas não pra mim no estado em que eu estava.]
Mas aí de repente aconteceu uma coisinha.
Um sorrisinho que brilhou no meio das outras pessoas sabe?! Aí eu pensei: Poxa, o que eu queria não deu certo, mas o que está me esperando parece bem mais interessante...
Ah, pensamento se organiza depois!
Aí pronto. Corri para o abraço. E foi um abraço gostoso de saudade. Meio tímido no começo, mas gostoso.
E gente gritando meu nome, e todo mundo largando mala e se abraçando, gritando o nome uns dos outros...
Gente que a um ano eu não via mas com quem não perdi contato. Foram dois dias que vão servir de combustível para muito tempo ainda. É, intercâmbios são legais.
Sabe, eu estava mesmo precisando disso. E precisando ver que os problemas de Jampa Village não mereciam tanta importância assim, e que aqueles amigos não deveriam ser levados tão a sério.
Tem coisa bem mais importante p/ ocupar a minha cabecinha.
Postado por Odacy às 10:22 3 comentários
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quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Quase adeus
Quero ir embora. Mas tem que ser p/ bem longe. Preciso não ver mais nenhum rostinho conhecido sequer e andar pelas ruas que eu não sei onde vão dar até me cansar. Não sentir mas meu nariz de tanto frio que vai estar fazendo. Let it bleed.
Sem me preocupar se não souber mais voltar.
Ver o sol nascer e só depois ir dormir. Quero acordar só quando estiver escurecendo e noites mais longas que os dias.
Não quero falar con ninguém, só olhar para os desconhecidos.
Quero não precisar falar com ninguém, nem explicar, me explicar, muito menos dar bom dia.
Não quero ser simpática, muito menos meiga - mas meiga eu já não sou, ao contrário do que alguns insistem em me convencer.
E daí se sou séria? E daí se confundem isso com antipatia? Isso acontece desde que eu era criança. Sempre ouvi isso e eu já não ligo mais.
Eu só quero é ficar longe dessas pessoas e disso tudo que me cansa. Quero aquele frio de doer os ossos que faz a gente se sentir tão viva.
Não quero mais entender nada nem ninguém, só observar sem pensar em nada.
Postado por Odacy às 18:54 4 comentários
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sexta-feira, 18 de julho de 2008
“time to fall apart”
Tudo o que eu queria agora era ficar assim.
Assim, para o resto da vida.
Deitada. Imóvel. Olhando para esse buraco na parede e segurando forte o lençol.
Ou ficar de olhos bem fechados, apertadinhos – porque parece que se você não vê as pessoas elas também não te vêem. Até olham pra você, mas não te vêem de verdade. Era só isso que eu queria.
Não quero mais ver rosto nenhum. Nem mesmo os novos que têm me feito tão bem. Não quero. Quero ficar aqui, assim, em silêncio. Não quero ouvir sequer meus pensamentos.
Ficar aqui na esperança de ser engolida por essas bolinhas estampadas no lençol e ser levada pra bem longe. Ou talvez para lugar nenhum. Só desaparecer. Para sempre. De verdade.
Postado por Odacy às 14:36 2 comentários
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quarta-feira, 2 de julho de 2008
Por um pouco mais de bobagens
Pára um pouco. Respira. Fica tranqüilo e fala uma besteira qualquer. Bobagens de vez em quando não fazem mal a ninguém. Não seja assim sempre tão sério. Para de achar que tem sempre de falar algo inteligente, de achar que tem que discorrer sobre política – mesmo que nas saídas de sábado à noite – de falar de evolução.
Cadê o tempo que deveria ser seu? Ou você é só seu trabalho/sua universidade?
Ninguém vai te apontar o dedo se você for mais espontâneo, se falar umas bobagenzinhas de vez em quando. E se apontarem, pode ter certeza que o problema será deles e não seu. Sai e se diverte; ou fica em casa, mas se diverte mesmo assim.
Sorri mais. Você fica lindo sorrindo.
Para de ser assim tão grave, tão racional, deixa tuas emoções tomarem o controle de vez em quando; ou você vai virar uma estátua. Ou perca o controle totalmente, você nem imagina como isso é bom de vez à vezes. E se tiver vergonha não se preocupa, passa rapidinho.
E vai te deixar bem mais leve.
Fugir de certas tentações pode até ser crescimento, mas fugir de outras é burrice.
Você não sabe quanto tempo vai ficar aqui nesse mundinho, e acredite: ele já é difícil o suficiente mesmo com as alegrias. Então aproveita o que você tem agora, e você não tem o futuro. Então não planeja ele tanto assim.
Aproveita um pouco do presente, talvez ele não tenha recebido esse nome à toa.
A parte boa da história não vai ser só contar que você atingiu os teus objetivos, mas a mais feliz vai ser contar o caminho, como e o que você fez até chegar lá.
Postado por Odacy às 07:29 3 comentários
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quarta-feira, 14 de maio de 2008
Substituível
Engraçado como a gente não sabe nada de nada, né?!
Não sabe nada de nada e menos ainda quando se trata de pessoas.
Às vezes a gente tem aquele amigo por quem a gente colocaria não só a mão, mas os dois braços inteiros no fogo. E faria isso sem nem pestanejar nem questionar o porque.
E às vezes tem aquelas pessoas que a gente aprende a colocar em cima de um pedestal de prata desde o nosso primeiro quase-contato.
Aí, o tempo passa, e o teu venerado amigo já não está mais tão próximo assim de você. Não por falta de tempo, não por ter havido desentendimento entre vocês nem por suas vidas terem tomado caminhos diferentes, mas simplesmente porque a brisa que te tocou, o tocou de maneira diferente e ele não te olhou mais do mesmo jeito.
Aquele laço forte de amizade – se muito – virou coleguismo. E aquela sintonia mágica de pensamento se perdeu. Não ficou guardada nem pairou no ar, se perdeu.
E o carinha lá do pedestal arrombou a porta da tua vida e tomou o lugar que havia ficado vazio, assim, sem nem pedir licença.
Chegou com atitudes, gestos e palavras doces que você nunca pôde imaginar que sairiam dali direcionadas a você. Não dali, de cima do pedestal de prata que você sempre achou inalcansável. Com o qual você sempre sonhou situações, mesmo gostando dessa inacessibilidade que só aumentava tua admiração e que dava mais charme a tudo.
Mas é assim. Acontece. A gente pode sim perder o que achava que tinha de mais valioso, mas às vezes pode ganhar coisas incomensurávelmente maiores.
Postado por Odacy às 13:39 4 comentários
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sexta-feira, 4 de abril de 2008
.não é mais um amor vão.
Talvez seja um distúrbio, ou só mania mesmo que eu tenho de “procurar” paixões platônicas.Mas dessa vez foi diferente. No momento em que eu decidi me apaixonar por mim mesma, não dar mais tanta importância aos outros e olhar mais para o meu umbigo - o qual estava esquecido a vinte anos – ele me aparece. Apareceu sem querer aparecer, sem saber ter aparecido.Fui nocauteada, sutilmente envolvida por aquela voz suave e aveludada. O mundo girou mais devagar e meu coração bateu mais rápido.Foi assim meio sem querer, e eu fiquei feito criança boba, sem saber o que fazer, para onde olhar. O tempo todo, olhei apenas para seus pés, não ousei olhar seu rosto – por timidez ou covardia. Apenas olhava como ele manuseava os pedais com maestria. A guitarra dele era a melhor, a mais bonita. Não que eu entenda tanto assim de música. Mas sei que ele toca bem. Para mim e para os que entendem.Toca bem, compõe divinamente... e, cara, ali ouvindo e olhando pra ele eu só soube que não sabia de mais nada. Só sabia que poderia passar a vida inteira ali, só ouvindo o que ele dizia, sussurrava e gritava.A música dele entrou pelos meus poros como nenhuma outra havia ousado. Ele ousou sem querer ousar e conseguiu o que nenhum outro, nem com o maior esforço, conseguiu.Ele acordou em mim o romantismo que eu havia escolhido adormecer, tirou a ferrugem do meu sorriso e me deixou com um ar de boba-sonhadora.Não tenho mais paixões platônicas. Esse tem uma força maior que todas as outras.É amor platônico.Uma pena ser platônico.Uma pena ele ter namorada.Talvez amanhã eu já tenha mudado de idéia, afinal são 3:25 da manhã (amanhã pra mim é depois que eu acordo, e não quando um reloginho qualquer marca outro dia.).Ou talvez não.Provavelmente não.
Postado por Odacy às 15:25 4 comentários
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